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quarta-feira, 28 de abril de 2010

A tarefa missionária da igreja demanda simultaneidade geográfica – Atos 1:8 é o fundamento: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas TANTO EM Jerusalém, COMO EM toda a Judéia e Samaria, E ATÉ aos confins da Terra”. A idéia não é progressiva ou seqüencial, é simultânea. Jesus não sugere que se termine uma tarefa e que se vá alastrando para um espaço maior. Ele ordena que a missão seja simultaneamente cumprida em todos os lugares.
Já ouvi líderes desafiando suas igrejas a alcançarem seus bairros. É preciso. É imprescindível. Mas os confins da Terra também são de responsabilidade da igreja local. Quando me questionam acerca da veracidade do meu chamado para a China, considerando a inquestionável necessidade do próprio Brasil, costumo referir-me a Ashbel Green Simonton. O fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil seguiu o chamado de Deus, por entender a simultaneidade da missão da igreja. Em sua época, muito havia a ser feito em seu próprio país.
           Deus tem dado à igreja brasileira condições de trabalhar simultaneamente em várias frentes – É fascinante observar o mover missionário entre as tantas igrejas do Brasil. Por um tempo, missionários tiveram de “mendigar” o apoio de suas igrejas para cumprir sua missão no mundo. Fui um desses. Mas creio que, embora ainda estejamos muito distantes do ideal, a igreja brasileira tenha progredido em sua visão missionária. Definitivamente, isso inclui o investimento financeiro. Não tenho acesso aos dados estatísticos, mas imagino que muito mais seja investido nos dias de hoje do que dez anos atrás.
Ainda assim, noto que somos levados por ondas. Ou ventos. Percebo que estamos onde a mídia alarma, uns intencionando algum marketing pessoal ou eclesiástico, outros com sinceridade inquestionável. Mas somos ainda emocionais e um tanto adolescentes em nossa forma de fazer missões. Nossos esforços já são muito menores no Haiti, quase nulos no Chile, e em poucos dias devem estar minimizados no Rio de Janeiro. E de catástrofe em catástrofe, de moda em moda, de onda em onda, vamos cumprindo o que cremos ser a Grande Comissão.
            A verdade é que, com grande omissão, vamos abandonando os postos onde a missão ainda deveria ser focada. Conforme o comissionamento de Jesus aos setenta discípulos, não andemos a mudar de casa em casa (Lucas 10:8). Que o Deus da missão tenha misericórdia de nós!

Mário Freitas é pastor, missiólogo e doido varrido. Atua no Haiti com pequenos projetos missionários. Muito pequenos. Casado com Giovana e pai de Pietra.

Fonte: Blog da Missão MAIS

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